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Notícias - FENATEST Com nova direção, planeja ações efetivas em prol do Técnico de Segurança do Trabalho em nível nacional

A história da Fenatest – Federação Nacional dos Técnicos de Segurança do Trabalho, criada em maio de 1992, nasceu da necessidade de criar-se uma entidade que somasse suas ações junto aos sindicatos estaduais da categoria visando a consolidação do papel do profissional Técnico de Segurança do Trabalho. Os anos se passaram, muitas mudanças ocorreram no setor de Segurança e Saúde do Trabalho no Brasil, alguns sindicatos destacaram-se individualmente buscando ajudar da melhor forma possível a categoria, mas a Federação no somar das iniciativas, registrou um progresso ímpio o que a levou à estagnação quase que completa e pouca representatividade junto a categoria nos dias de hoje. Para mudar esse quadro e fazer valerem a missão e os valores da Fenatest, está começando uma nova fase na entidade tendo como presidente, Armando Henrique, ex-presidente do SINTESP e que atuou muitos anos no Conselho de Presidentes da Fenatest – o maior fórum dentro da Federação. Ele assumiu o cargo, após um processo de transposição, prevista dentro do estatuto da Fenatest e com aprovação unânime de todos os sindicatos associados, sob a condição de desenvolver uma gestão que renda frutos positivos para a categoria em todo o país, como a valorização do papel do técnico sob o ponto de vista da sua importância social e, principalmente, a conquista do Conselho de Classe.

Em entrevista ao Jornal Primeiro Passo, Armando, que acompanha a história da Fenatest desde o princípio e nos últimos anos ocupava o cargo de vice-presidente, contou que a criação dos sindicatos da categoria, entre os quais os dos estados do Ceará e de São Paulo, considerados alguns dos mais antigos, sentiram a necessidade de ter uma federação correspondente da categoria em nível nacional. Então foi discutida criação da Fenatest e, a partir do momento que existia um número razoável de sindicatos criados, uma vez que a lei estabelece ter no mínimo cinco sindicatos para formar a federação, foram articuladas negociações que evoluíram para a criação da federação. Segundo Armando, a oficialização ocorreu durante um fórum realizado no Espírito Santo, mas sua história já começou com algumas incongruências, pois estava tudo articulado para que o primeiro presidente da federação fosse o Wilson Lourenço, que na ocasião era o presidente do SINTESP, e durante o processo de discussão nesse fórum, o José Augusto, que fazia parte da diretoria, acabou revertendo a situação e tornou-se o primeiro presidente. “Deste modo, a entidade já nasceu dentro de um espírito conflitante, pois no momento muitos não concordavam com o José Augusto na presidência, como São Paulo e mais alguns estados. Porém, não houve no momento uma articulação adequada que resolvesse essas diferenças e essa situação, ao invés de ser diluída ao longo do tempo, acabou se expandindo e 10 anos depois da criação da federação o conflito atingiu um patamar de insatisfação tão grande que levou os representantes dos sindicados insatisfeitos para uma mobilização com a proposta de criar uma nova federação, uma vez que foi considerada inviável uma composição por dentro da Fenatest visando essa mudança”, destaca Armando. E assim, as articulações para a criação da Feitest, que foi a federação proposta na ocasião, amadureceram, avançaram e chegaram num estágio quase que finalista, mas Armando diz que chegou-se numa conclusão de que não era esse o caminho. “Nesse momento decidi entrar no circuito porque sempre entendi que não temos espaço para duas federações de Técnico de Segurança do Trabalho no país. Se com uma já temos muitas restrições imaginem com duas, se confrontando constantemente? Sempre considerei que esse cenário seria um desserviço, mas como envolve uma questão mais política do que qualquer outra coisa, os diálogos sempre apontavam a intenção de que se criasse uma segunda federação, porém, com a possibilidade de que mais à frente haveria uma fusão entre as duas construindo, dessa forma, uma só e nesse sentido enxerguei que era válido”, apontou Armando.

O processo todo foi muito conflituoso e Armando cita que prevendo os desgastes, perda de tempo e os aspectos negativos que atingiriam a categoria em geral, na busca de uma fusão entre as duas entidades, o grupo envolvido recuou, isto é, deixou de dar continuidade à Feitest e voltou a implementar a tentativa de composição por dentro da Fenatest. “Devido a isso, as animosidades só aumentaram e houve muitos conflitos que foram levados até para o lado pessoal, por exemplo. Desse modo, tivemos um grande prejuízo ao longo desse tempo com a entidade parada, engessada, inoperante e com as demandas aumentando cada vez mais. Inclusive, muitos profissionais da área de SST questionavam que havia crescido o prestígio da categoria dos Técnicos de Segurança do Trabalho e porquê a mesma ainda estava nessa situação conflitante? Expresso que cresceu sim, mas por valores individuais, pois temos sindicatos, como o SINTESP em São Paulo, que fizeram muita diferença, bem como profissionais que individualmente contribuíram muito para a valorização da categoria. Entretanto, se nós tivéssemos um sistema federativo que funcionasse, apesar de que nunca se esperou que a federação resolvesse os nossos problemas, mas pelo menos que também não atrapalhasse, estaríamos num patamar muito melhor. Essa sempre foi a minha linha de pensamento e na tentativa desesperadora de querer contribuir para que a federação pudesse ter esse novo rumo, na gestão passada aceitei ser vice-presidente da Fenatest, por meio de um processo de negociação no qual foi proposto na ocasião, que dividiríamos a indicação de cargos, só que, infelizmente, assumi a vice-presidência, mas não tive condição sequer de indicar um cargo dos titulares, só indiquei os suplentes, e mais do que isso, durante esses dois anos que estive como vice-presidente fiquei absolutamente isolado e isso gerou um descontentamento tal, que de cinco sindicatos que não concordavam com o estado em que estavam as coisas passaram para 13 sindicatos”, relata Armando.

O processo todo foi muito conflituoso e Armando cita que prevendo os desgastes, perda de tempo e os aspectos negativos que atingiriam a categoria em geral, na busca de uma fusão entre as duas entidades, o grupo envolvido recuou, isto é, deixou de dar continuidade à Feitest e voltou a implementar a tentativa de composição por dentro da Fenatest. “Devido a isso, as animosidades só aumentaram e houve muitos conflitos que foram levados até para o lado pessoal, por exemplo. Desse modo, tivemos um grande prejuízo ao longo desse tempo com a entidade parada, engessada, inoperante e com as demandas aumentando cada vez mais. Inclusive, muitos profissionais da área de SST questionavam que havia crescido o prestígio da categoria dos Técnicos de Segurança do Trabalho e porquê a mesma ainda estava nessa situação conflitante? Expresso que cresceu sim, mas por valores individuais, pois temos sindicatos, como o SINTESP em São Paulo, que fizeram muita diferença, bem como profissionais que individualmente contribuíram muito para a valorização da categoria. Entretanto, se nós tivéssemos um sistema federativo que funcionasse, apesar de que nunca se esperou que a federação resolvesse os nossos problemas, mas pelo menos que também não atrapalhasse, estaríamos num patamar muito melhor. Essa sempre foi a minha linha de pensamento e na tentativa desesperadora de querer contribuir para que a federação pudesse ter esse novo rumo, na gestão passada aceitei ser vice-presidente da Fenatest, por meio de um processo de negociação no qual foi proposto na ocasião, que dividiríamos a indicação de cargos, só que, infelizmente, assumi a vice-presidência, mas não tive condição sequer de indicar um cargo dos titulares, só indiquei os suplentes, e mais do que isso, durante esses dois anos que estive como vice-presidente fiquei absolutamente isolado e isso gerou um descontentamento tal, que de cinco sindicatos que não concordavam com o estado em que estavam as coisas passaram para 13 sindicatos”, relata Armando.

Diante disso, surgiu a iniciativa de criar o Fórum Nacional dos Técnicos de Segurança do Trabalho, não para fazer enfrentamento com a federação, mas, sim, para conseguir ter uma frente de trabalho com os sindicatos que queriam e querem uma mudança positiva. “O fórum foi criado com o objetivo de desenvolver ações proativas, para gerir questões que resolvam os problemas que estão há muito tempo parados, como é o caso do registro na carteira profissional do TST, que nós perdemos no Ministério do Trabalho, bem como as questões do Conselho de Classe, das convenções coletivas, da valorização profissional, de melhorias da condição da formação e qualificação profissional, das relações institucionais com o governo e com a sociedade organizada, entre outras, uma vez que tudo isso está muito represado no momento e a participação da federação é muito inexpressiva”, menciona Armando.

Existe, sem dúvida, um entendimento em nível nacional de que essas questões são de suma importância e a federação, por sua vez, se mostrou muito ausente nesses debates o que sempre gerou, consequentemente, uma angustia muito grande para toda a categoria, e por unanimidade, os 13 sindicatos, votaram para que Armando fosse o coordenador do Fórum, mas a situação ficou tão insustentável que não havia muito a fazer, então, os 13 sindicatos insatisfeitos decidiram por uma linha que levaria todos a se desfiliarem de forma gradual da Fenatest. Armando informa que na eminência de que essa resolução seria um grande trauma e resultariam em uma Fenatest fantasma, sem recursos, sem alternativas, e que levariam as duas entidades a degladiarem entre si para ocupar espaço o que seria muito ruim para ambas as partes, a alternativa enxergada, por consenso entre todos os presidentes dos sindicatos, é que o presidente Elias tinha que se afastar e, nesse caso haviam duas alternativas: ou ele se licenciava do cargo ou fazia a transposição de cargo, que o estatuto previa, e foi essa a decisão final, com isso Armando assumiu a presidência e Elias a vice-presidência. “Esse momento de transposição foi feita por votos e todos foram a favor”, destaca Armando.

Agora, os planos da entidade sob a nova direção, de acordo com Armando, é eliminar pouco a pouco a divisão que ainda existe dentro da Fenatest e alimentar uma gestão que atue efetivamente para resolver os problemas e trazer soluções em prol da categoria ao longo do tempo. Armando cita que daqui para frente sua proposta é de reconstruir a história da Fenatest sem nenhum ressentimento e, sim de pensar positivo e produzir, pois o processo de transposição foi realizado com algumas distorções como que ele estivesse querendo assumir a presidência a qualquer custo. “Eu nunca tive a vaidade por cargos ou coisas do gênero, o que acontece é que eu sou de fazer as coisas acontecerem e por isso sempre sou cotado pelos meus companheiros, pois quem faz sempre aparece por ordem natural da vida. Sendo assim, a minha ascensão na Fenatest foi por circunstância das minhas ações. Por isso, hoje, considero que a presidência foi uma conquista minha e das pessoas que me conhecem e apoiam minhas ações”, afirma.

Armando informa que entre alguns dos representantes da Fenatest havia um condicionamento de que ele só assumiria a presidência se tivesse vinculado ao compromisso de refiliação imediata ao SINTESP. “E eu sempre disse que não sou dono do SINTESP e não tenho poder de mandar na minha diretoria e muito menos na categoria em São Paulo, mas tenho a consciência tranquila de que gozo de uma credibilidade no meu Estado, então fiz um pacto que é o seguinte: se eu não conseguisse fazer o meu sindicato voltar à federação até o mês de outubro eu renunciaria, nada mais que isso, diferentemente do que foi colocado que eu assumi o compromisso do SINTESP voltar, bem como do Ceará voltar, e não é verdade, já que não tenho nem força nem moral para fazer esse tipo de coisa e, curiosamente, meus companheiros, como conhecem muito bem o Armando Henrique, até sem fazer uma campanha muito direta já me ajudaram de forma positiva. Em exemplo é que São Paulo já voltou para a Fenatest, com a unanimidade da diretoria, que em assembleia geral aprovou o retorno, ou seja, essa situação é muito importante para mim, demonstra claramente que o meu Estado reconhece minha competência e acredita que eu faça uma boa gestão baseado na minha experiência passada”, avalia Armando. Ele conta ainda que com Manaus não foi diferente. “Foi uma posição muito bonita do presidente do sindicato, o Aldemir, com o seu vice, o Tavares, e toda a sua diretoria, que, em assembleia, também aprovaram por unanimidade a refiliação à Fenatest”, informa. Atualmente Armando está em processo de convencimento para o retorno do Ceará.

Ao assumir a presidência, Armando informa que a primeira coisa que mudou é que a Federação tem que ser vista como uma instituição política e gestão interna, para isso está em andamento a atualização da parte jurídica e que envolvem acertos de questões junto à Previdência Social, à Receita Federal e à Prefeitura de São Paulo. Outra mudança é que a sede operacional da Fenatest agora está em São Paulo, na Rua 24 de Maio, 104, 1º andar. E está em estudo a formação da sede jurídica em Brasília. “Há muito tempo que a Fenatest tem um imóvel no Rio de Janeiro, onde era o endereço da sede, mas nunca foi utilizado, então vou propor que esse imóvel seja vendido para conseguirmos formar uma sede jurídica em Brasília porque é de lá que saem as decisões políticas em nível nacional e, por consequência, onde está o termômetro das ações em caráter jurídico”, argumenta Armando.

Armando salienta também que no momento está sendo construindo o plano de trabalho da entidade para que o processo de mudança se dê de forma participativa e com todos os Estados. Um dos resultados positivos já alcançados com esse trabalho é que a Fenatest já teve uma audiência com o Ministro do Trabalho, Brizola Neto, através da ajuda do Paulinho, da Força Sindical, e que foi muito positiva. “O ministro foi muito receptivo, nos ouviu atentamente, se inteirou da nossa situação e se prontificou a auxiliar no que for necessário, principalmente, em relação a aprovação do nosso Conselho de Classe, que é, sem dúvida, uma das minhas bandeiras à frente da Fenatest e que vou lutar arduamente para ajudar minha categoria nessa conquista”, observa.

Outro ponto positivo para Armando neste momento é a volta do SINTESP à Fenatest. “Isso significa muito e, primeiro quero parabenizar o companheiro Marcos pela coragem de ter se desfiliado da Fenatest. Foi uma atitude que impactou muito para todos nós, pois o SINTESP é um voto só em nível nacional, mas representa 70% da receita da Fenatest, então essa desfiliação teve um peso muito forte para a entidade. E, em segundo, quero cumprimentar o Marcos e toda sua diretoria pela coerência que mostraram ao refiliar-se, uma vez que não foi por caráter ideológico e nem por interesse pessoal e, sim, pela proposta que a Fenatest apresenta de retomar as ações de forma efetiva em prol da categoria.

Marcos, presidente do SINTESP, por sua vez, comenta que o mal gerenciamento da direção da Fenatest foi a principal causa da desfiliação do SINTESP e que, inclusive, levou o sindicato a fazer um desagravo, pois um dos maiores sindicatos da categoria e que, principalmente, mantém a federação, não tinha nenhum apoio da mesma. “Nem quando a nova diretoria do SINTESP assumiu, no início da minha gestão, recebemos sequer uma carta de cumprimentos da federação. O histórico de pouco caso e falta de atenção para as nossas demandas gerou uma grande insatisfação e nos obrigou a tomar uma medida drástica, pois o que mais queremos é que nossa casa seja ouvida e respeitada, mesmo que nosso voto represente só um e não seja tão ou mais importante que dos outros sindicatos, mas porque estamos sediados num local privilegiado e muito importante para a federação em nível nacional”, salienta Marcos.

Segundo ele, a decisão de desfiliação foi tomada em consenso com toda a diretoria. Além disso, por conta da insatisfação de outros sindicatos houve a iniciativa da criação do Fórum Nacional dos Técnicos de Segurança do Trabalho e o SINTESP em conjunto com esses sindicatos voltaram suas atenções para ajudar o Fórum a construir uma nova história, sob a coordenação de Armando Henrique. “Iniciamos a construção de uma proposta de trabalho para o Fórum, nos reunimos várias vezes, a primeira na Bahia, onde foi oficializada a criação do Fórum, depois em Praia Grande, e em Curitiba, durante a Prevensul, todas muito produtivas, com várias deliberações, entre as quais culminou com a decisão de que o Armando seria indicado para assumir a presidência da Fenatest, uma vez que não cabia a existência de duas entidades concorrentes e pelo volume de demandas que precisam ser trabalhadas. Armando, então, assumiu a presidência com a condição de fazer com que os sindicatos desfiliados retornassem à Federação e o SINTESP, diante da posição de que a categoria precisa se unir, decidiu voltar, mas com a condição de que haja um trabalho proativo e com a nossa participação efetiva. Queremos trabalhar, sermos respeitados pela nossa representatividade no setor e, sobretudo, queremos resultados”, afirma Marcos.

Marcos destaca também que a repercussão da volta do SINTESP à Fenatest foi muito positiva tanto em nível de governo quanto do setor, em razão pela união que promove em prol da categoria. “A categoria tem anseios, que, nós, como representantes, temos que atuar para atender da melhor forma possível e tenho certeza de que com essa nova gestão o SINTESP tem muito a contribuir com a Fenatest e vamos trabalhar juntos com todos os sindicatos”. Prova disso, segundo Marcos, é que hoje os 26 Estados associados à Fenatest estão em sintonia, e qualquer coisa que surgir contra a categoria, a atuação será imediata. “Isso mostra que agora, com a presidência do Armando, já temos ganhos a serem apontados e que nos motivam para avançarmos em nossas propostas, como é o caso da questão do Conselho de Classe”, comenta.

Para exemplificar algumas das ações desenvolvidas, Armando cita que em outubro, durante a XIX Fisp – Feira Internacional de Segurança e Proteção, será promovido o VII Enatec – Encontro Nacional dos Técnicos de Segurança do Trabalho, caracterizado como a primeira ação conjunta na qual serão mostrados os objetivos e propostas para fazer a Fenatest evoluir. “O Enatec é um evento tradicional, em caráter nacional da entidade, e vamos trabalhar para fazer também um excelente evento, visando que os trabalhos tenham continuidade e que os temas tratados neste Enatec sejam colocados em prática de forma efetiva, com ações de desdobramento que atinjam todo o país. Nosso objetivo é no próximo evento que houver seja para uma prestação de contas, pois é uma forma de mostrar nosso compromisso com a nossa categoria e com o setor de Segurança e Saúde do Trabalho em geral”, conclui Armando.

O VII Enatec acontece nos dias 3, 4 e 5 de outubro, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo, SP. As inscrições são gratuitas e os interessados podem confirmar presença através do e-mail fenatest@fenatest.org.br. fonte: Jornal 1º Passo 246